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Decoração/Paisagismo/Projetos - Detalhamento

A Cana
Dentre as várias espécies de bambu disponíveis, a mais adequada é a
cana-da-índia (Phyllostachys spp.) por ser de melhor qualidade com relação à resistência física e durabilidade. A cana-da-índia, também conhecida como
bambu-do-reino, bambu-japonês e outros nomes regionais, é comercializada tratada (cozida em vapor) com comprimento médio de 2,90 m e entre 1 a 6 cm de diâmetro.

O cozimento em vapor é um processo artesanal cuja finalidade é a desidratação parcial da cana e a eliminação do amido, que é o principal atrativo para o caruncho e outros insetos. O caruncho é um pequeno besouro que ocorre praticamente em todas as regiões, inclusive em áreas urbanas. Este inseto procura espécies vegetais "doces" para alimento e reprodução. Praticamente todos os bambus possuem amido, mas a cana-da-índia contém os teores mais baixos. O cozimento seguido de tratamento com óleo diesel não imunizam a cana, mas minimizam consideravelmente a intensidade dos ataques. A incidência de insetos na
cana-da-índia cozida ocorre em níveis baixíssimos e de forma localizada, sendo fácil eliminar estes focos.

Em áreas externas, o bambu não pode ser enterrado ou entrar em contato com o chão; estruturas devem ser suspensas ou apoiadas em bases de alvenaria ou ferro.

Por causa da dilatação e contração causadas por mudanças climáticas, após algum tempo o bambu pode apresentar pequenas fissuras. Porém uma vez rachada a cana se estabiliza, tornando a estrutura uniforme. Técnicas de pintura minimizam visualmente as rachaduras.

Não há tratamento prático para evitar rachaduras no bambu quando a cana inteira é utilizada em áreas externas. Porém rachaduras não ocorrem em bambu ½ colmo ou bambu em tiras (1/4 da cana).

Com o passar do tempo todos os bambus em áreas externas sofrem processo de envelhecimento, fruto da desidratação e do escurecimento das fibras. Contudo é possível revitalizar o bambu com tratamentos especiais, sem comprometimento estrutural.

Por se tratar de fibras naturais e pela falta de estudos com relação ao comportamento das espécies no Brasil, não é possível estabelecer a exata durabilidade do bambu. Entretanto, com a escolha adequada da cana, tipo de corte e sistemas de fixação, pode-se afirmar que a durabilidade das estruturas em áreas externas é de pelo menos cinco anos.

Custo
Conforme a necessidade logística e dependendo das características de cada obra, o trabalho pode ser feito:

- Com corte da cana no local;
- Corte da cana na oficina e montagem no local;
- Montagem de estruturas na oficina;
- Apenas com consultoria de até um dia no local da obra.

Cada projeto requer dimensionamento específico em relação ao piso, estruturas, áreas de acesso, estilo, funcionamento, etc. Desta forma o orçamento é calculado de acordo com o tipo de mão-de-obra envolvida e o tempo para execução do trabalho. Caso avaliações locais sejam necessárias, as visitas serão cobradas de acordo com a distância. Outros fatores a serem considerados:

- Material (bambu, junco sintético e pintura);
- Frete e transporte da mão-de-obra;
- Estadia, se for o caso.

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